Cientistas criam orelha e mandíbula para implante em impressora 3D

A orelha implantável criada em impressora 3D por cientistas da Carolina do Norte (EUA) (Foto: WFIRM)

A orelha implantável criada em impressora 3D por cientistas da Carolina do Norte (EUA) (Foto: WFIRM)

 

Um grupo de cientistas criou uma impressora 3D para fabricar estruturas de cartilagem, osso e músculo destinadas a transplantes.

O grupo, que já conseguiu produzir uma orelha com o novo material, está testando a técnica em animais de laboratório, e espera conseguir empregá-la em humanos no futuro.

Os resultados preliminares foram descritos estudo publicado nesta segunda-feira (15) pela revista “Nature Biotechnology”.

Os órgãos impressos pela nova máquina na verdade são estruturas porosas especiais onde células humanas são capazes de penetrar. O material, que possui pequenos canais, permite ao tecido vivo do próprio organismo começar a se moldar e formar uma estrutura nova.

“Esses canais permitem que nutrientes e oxigênio do corpo se difundam para dentro das estruturas e as mantenham vivas, enquanto elas desenvolvem um sistema de vasos sanguíneos”, afirmou um comunicado divulgado pelos cientistas do Centro Médico Batista Wake Forest, da Carolina do Norte (EUA), responsáveis pelo trabalho.

A impressora 3D que trabalha com material orgânico para criar órgãos implantáveis (Foto: WFIRM)

A impressora 3D que trabalha com material orgânico para criar órgãos implantáveis (Foto: WFIRM)

Esses moldes biológicos criados pelo grupo, como a orelha exibida agora, são produzidos a partir de informações digitais obtidas por técnicas de imagem como a tomografia computadorizada. O grupo também já criou um fragmento de mandíbula com a mesma técnica.

A ideia é que a armação de polímeros e plásticos especiais que dão forma ao novo órgão, depois, desapareça e dê lugar apenas a tecidos originados no organismo da pessoa transplantada.

Não é a primeira vez que o uso desse tipo de molde biológico é empregado na regeneração de órgãos, mas tentativas anteriores de usar a impressão 3D não obtiveram sucesso, porque o material produzido não tinha rigidez suficiente, afirmam os pesquisadores.

 

Fonte: Globo.com